sábado, 4 de setembro de 2010

Ma dernière aventure au Pigalle | Parte 2

Ela acorda assustada e sentindo muita dor. Com a voz trêmula, pergunta o que aconteceu e porque está amarrada. Eu a mando calar a boca. Digo que pessoas como ela não merecem viver. Indivíduos que se sujam por míseros trocados. Ela começa a chorar e implora para que eu não faça nada com ela. Conta que nunca vendeu o corpo a ninguém e que essa seria sua primeira vez. Diz que só estava fazendo isso porque sua família precisa do dinheiro. Eu estava certo. Sempre estou. Após a frustrada tentativa de me convencer a não matá-la, ela revela que é virgem. Me sinto tentado a fazer o teste por mim mesmo, mas não quero me tornar imundo como ela. Pego uma fita adevisa e cubro sua boca. Tiro o resto da sua roupa delicadamente. Ela se contorce. Sinto o desespero invadí-la por completo. Minhas mãos tremem de ansiedade. Então, pego o mesmo taco que abriu um buraco em sua cabeça e o enfio de uma vez em seu orgão genital. Sai muito sangue. Os olhos dela reviram de dor. Fui ingênuo. Penetrei com muita força. Não terei como saber o porquê do sangue. Tudo bem. A raiva passou. Uma euforia invade meu corpo e me faz rir como uma criança quando recebe presentes. Essa é a melhor parte. Aproveito cada segundo. Pronto, passou. Olho para ela novamente. Ela está em um transe que me revolta. Parece estar aproveitando também; como alguém que experimenta uma droga pela primeira vez. Eu sei que esse estado é consequência de uma dor insuportável, mas quero acreditar que ela está zombando de mim. Eu preciso disso. Eu tenho que sentir raiva dela novamente. E sinto. Muita raiva. A vontade de fazê-la sofrer me consome. É chegada a hora de usar as ferramentas...

Por: Jean Luc Trousseau

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